sexta-feira, 23 de maio de 2008

Democratas ou Terroristas?


Os "valentes" da foto não enfrentaram a ditadura militar em nome da democracia. Lutaram, isso sim, para implantar por aqui uma ditadura de esquerda, à cubana.

FALÁCIAS SOBRE A LUTA ARMADA NA DITADURA
Marco Antonio Villa
Folha de São Paulo

Militantes de grupos de luta armada criaram um discurso eficaz. Quem questiona “vira” adepto da ditadura. Assim, evitam o debate.

A luta armada, de tempos em tempos, reaparece no noticiário. Nos últimos anos, foi se consolidando uma versão da história de que os guerrilheiros combateram a ditadura em defesa da liberdade. Os militares teriam voltado para os quartéis graças às suas heróicas ações. Em um país sem memória, é muito fácil reescrever a história. É urgente enfrentarmos essa falácia. A luta armada não passou de ações isoladas de assaltos a bancos, seqüestros, ataques a instalações militares e só. Apoio popular? Nenhum. O regime militar acabou por outras razões.

Argumentam que não havia outro meio de resistir à ditadura, a não ser pela força. Mais um grave equívoco: muitos dos grupos existiam antes de 1964 e outros foram criados logo depois, quando ainda havia espaço democrático (basta ver a ampla atividade cultural de 1964-1968). Ou seja, a opção pela luta armada, o desprezo pela luta política e pela participação no sistema político e a simpatia pelo foquismo guevarista antecedem o AI-5 (dezembro de 1968), quando, de fato, houve o fechamento do regime.

O terrorismo desses pequenos grupos deu munição (sem trocadilho) para o terrorismo de Estado e acabou usado pela extrema-direita como pretexto para justificar o injustificável: a barbárie repressiva.

Todos os grupos de luta armada defendiam a ditadura do proletariado. As eventuais menções à democracia estavam ligadas à “fase burguesa da revolução”. Uma espécie de caminho penoso, uma concessão momentânea rumo à ditadura de partido único.

Conceder-lhes o estatuto histórico de principais responsáveis pela derrocada do regime militar é um absurdo. A luta pela democracia foi travada nos bairros pelos movimentos populares, na defesa da anistia, no movimento estudantil e nos sindicatos. Teve na Igreja Católica um importante aliado, assim como entre os intelectuais, que protestaram contra a censura. E o MDB, nada fez? E seus militantes e parlamentares que foram perseguidos? E os cassados?

Quem contribuiu mais para a restauração da democracia: o articulador de um ato terrorista ou o deputado federal emedebista Lisâneas Maciel, defensor dos direitos humanos, que acabou sendo cassado pelo regime militar em 1976? A ação do MDB, especialmente dos parlamentares da “ala autêntica”, precisa ser relembrada. Não foi nada fácil ser oposição nas eleições na década de 1970.

Os militantes dos grupos de luta armada construíram um discurso eficaz. Quem questiona é tachado de adepto da ditadura. Assim, ficam protegidos de qualquer crítica e evitam o que tanto temem: o debate, a divergência, a pluralidade, enfim, a democracia. Mais: transformam a discussão política em questão pessoal, como se a discordância fosse uma espécie de desconsideração dos sofrimentos da prisão. Não há relação entre uma coisa e outra: criticar a luta armada não legitima o terrorismo de Estado.

Precisamos romper o círculo de ferro construído, ainda em 1964, pelos inimigos da democracia, tanto à esquerda como à direita. Não podemos ser reféns, historicamente falando, daqueles que transformaram o adversário, em inimigo; o espaço da política, em espaço de guerra.

Um bom caminho para o país seria a abertura dos arquivos do regime militar. Dessa forma, tanto a ação contrária ao regime como a dos “defensores da ordem” poderiam ser estudadas, debatidas e analisadas. Parece, porém, que o governo não quer. Optou por uma espécie de “cala-boca” financeiro. Rentável, é verdade.

Injusto, também é verdade. Tanto pelo pagamento de indenizações milionárias a privilegiados como pelo abandono de centenas de perseguidos que até hoje não receberam nenhuma compensação. É fundamental não só rever as indenizações já aprovadas como estabelecer critérios rigorosos para os próximos processos. Enfim, precisamos romper os tabus construídos nas últimas quatro décadas: criticar a luta armada não é apoiar a tortura, assim como atacar a selvagem repressão do regime militar não é defender o terrorismo.

O pagamento das indenizações não pode servir como cortina de fumaça para encobrir a história do Brasil. Por que o governo teme a abertura dos arquivos? Abrir os arquivos não significa revanchismo ou coisa que o valha.

O desinteresse do governo pelo tema é tão grande que nem sequer sabe onde estão os arquivos das Forças Armadas e dos órgãos civis de repressão.
Mantê-los fechados só aumenta os boatos e as versões fantasiosas.

MARCO ANTONIO VILLA, 51, é professor de história do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e autor, entre outros livros, de “Jango, um perfil”.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Eram os terroristas democratas?

A LUTA armada, de tempos em tempos, reaparece no noticiário. Nos últimos anos, foi se consolidando uma versão da história de que os guerrilheiros combateram a ditadura em defesa da liberdade. Os militares teriam voltado para os quartéis graças às suas heróicas ações. Em um país sem memória, é muito fácil reescrever a história. É urgente enfrentarmos essa falácia. A luta armada não passou de ações isoladas de assaltos a bancos, seqüestros, ataques a instalações militares e só. Apoio popular? Nenhum. O regime militar acabou por outras razões.
Argumentam que não havia outro meio de resistir à ditadura, a não ser pela força. Mais um grave equívoco: muitos dos grupos existiam antes de 1964 e outros foram criados logo depois, quando ainda havia espaço democrático (basta ver a ampla atividade cultural de 1964-1968). Ou seja, a opção pela luta armada, o desprezo pela luta política e pela participação no sistema político e a simpatia pelo foquismo guevarista antecedem o AI-5 (dezembro de 1968), quando, de fato, houve o fechamento do regime.
O terrorismo desses pequenos grupos deu munição (sem trocadilho) para o terrorismo de Estado e acabou usado pela extrema-direita como pretexto para justificar o injustificável: a barbárie repressiva.
Todos os grupos de luta armada defendiam a ditadura do proletariado. As eventuais menções à democracia estavam ligadas à "fase burguesa da revolução". Uma espécie de caminho penoso, uma concessão momentânea rumo à ditadura de partido único.
Conceder-lhes o estatuto histórico de principais responsáveis pela derrocada do regime militar é um absurdo. A luta pela democracia foi travada nos bairros pelos movimentos populares, na defesa da anistia, no movimento estudantil e nos sindicatos. Teve na Igreja Católica um importante aliado, assim como entre os intelectuais, que protestaram contra a censura. E o MDB, nada fez? E seus militantes e parlamentares que foram perseguidos? E os cassados?
Quem contribuiu mais para a restauração da democracia: o articulador de um ato terrorista ou o deputado federal emedebista Lisâneas Maciel, defensor dos direitos humanos, que acabou sendo cassado pelo regime militar em 1976? A ação do MDB, especialmente dos parlamentares da "ala autêntica", precisa ser relembrada. Não foi nada fácil ser oposição nas eleições na década de 1970.

Marco Antonio Villa, professor de história do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar)

quarta-feira, 7 de maio de 2008

As Conquistas de Otávio.


Meus amigos! Clicando na imagem o mapa fica muito mais nítido. Observe-o com atenção.

A expansão territorial romana começou ainda no regime republicano, por volta do século III a C. O ponto de inflexão foram as vitórias romanas nas Guerras Púnicas, sobretudo a Segunda, quando a vitória do exército romano sobre o exército cartaginês transforma a cidade na maior potência do mundo antigo. É essencial não esquecer que a construção do império, isto é, as conquistas territoriais, foram iniciadas e consolidadas em sua grande parte, quando o regime ainda era uma república.

Todavia, algumas regiões foram anexadas ao império romano só na Era dos Imperadores. Nesse ponto, coube ao imperador Otávio a maior parte dessas conquistas.

No mapa acima, você pode acompanhar a evolução das conquistas territoriais conduzidas por Otávio.

Mais tarde, no governo do imperador Trajano, 117 d C, o império romano alcançará sua extensão máxima. Os reinos subordinados serão anexados ao império e a Britânia, atual Inglaterra, será conquistada e passará a fazer parte do império romano.

Traduzindo as legendas do mapa acima.

Em amarelo, as conquistas territoriais até à ascensão de Otávio ao poder.

Em verde escuro, as conquistas de Otávio entre 31 a C e 19 a C

Em verde claro, as conquistas de Otávio entre 19 a C e 9 a C

Em verde mais claro, as conquistas de Otávio entre 9 a C e 6

Em rosa, reinos subordinados a Roma



sexta-feira, 2 de maio de 2008

Se você acredita na esquerda, você é um tolo!

Existem certas profissões em que dizer a verdade não é só desejável, mas uma obrigação. Claro que não falo dos políticos. Uma dessas profissões é a de professor. O aluno, em qualquer idade, tende a acreditar no que lhe dizem os professores e se o tal "educador" - como gostava de dizer o picareta do Paulo Freire - for do tipo bonzinho, que faz palhaçada, aí o aluno costuma misturar a simpatia pelo lente com a crença cega no que ele ensina. Não existe mal maior à educação de um jovem que ensinar-lhe mentiras.

A mentira que se conta nas salas de aula ou se divulga pela internet tem duas origens: má fé ou ignorância. A primeira, diz respeito à militância ideológica. Eles não querem apurar a verdade, antes, querem, à moda de Goebbels, insistir tanto numa mentira que com o tempo ela se torne uma verdade. A segunda, é fruto da ingenuidade e da preguiça. Muitos recebem uma notícia, uma informação e, ao invés de checá-la, sobretudo se é esquisita, decidem divulgá-la assim mesmo, reproduzindo a mentira e ajudando a súcia nos objetivos nefastos da deturpação da verdade. Os exemplos são vários. Citarei alguns:

1 - Guerra do Paraguai.

Na posse da presidente da Argentina, Cristina Kirchner, a moça já começou dizendo uma bobagem que evidencia a sua ignorância ou a sua má fé. Disse a presidente que o Brasil, a Argentina e o Uruguai deveriam pedir desculpas ao Paraguai pela Guerra de 1864 a 1870. Quem foi meu aluno - privilégios de poucos, sei (hehehehhe) - aprendeu que nesse conflito não teve coitadinho. Antes, foi o ditador paraguaio Francisco Solano Lopez que acirrou os ânimos numa região que historicamente era conturbada. Quem apreendeu o navio marquês de Olinda no rio Paraguai? Quem invadiu a província do Mato Grosso? Quem invadiu a província de Corrientes e Uruguaiana? "Chico" Solano Lopez, claro! Mas a maior falsificação histórica ainda não veio.

Ainda hoje, em 2007, tem professor de história que chega numa sala de aula e diz que o imperialismo inglês foi o responsável pela Guerra do Paraguai. Meu Deus, quanto atraso! Desde a década de 80, um estudo do diplomata Francisco Doratioto comprovou que essa tese é uma falácia promovida pela esquerdofrenia e propagada por professores preguiçosos que não lêem e que foram formados no esquerdismo bocó. Na verdade, a guerra envolveu conflitos geopolíticos na região do Prata, e a Inglaterra, na época, estava de relações cortadas com o Brasil - ver Questão Christie - as relações só foram retomadas em maio de 1865, cinco meses depois do início do conflito. Documentos comprovam que o embaixador inglês tentou dissuadir o ditador paraguaio, tudo em vão, como se sabe.

Em alguns livros didáticos, meros panfletos do esqerdismo bocó, ainda vêm afirmação que o Paraguai na época era uma potência econômica, bem educada e que não dependia da Inglaterra. Nada mais falso. Documentos analisados por esse diplomata, derriba essa versão simplista. A Revista Nossa História, infelizmente extinta, trouxe uma matéria de capa sobre o conflito na edição de novembro de 2004. O livro História do Brasil no contexto da história ocidental, de Luiz Koshiba e Denise Mnazi Frayze Pereira, no capitulo 31, página 304, faz uma abordagem muito coerente, é só conferir. Destaco o texto da página 314.

2 - As mudanças ortográficas:

Este ano recebi por e-mail uma mensagem, cujo conteúdo você pode conferir aqui. Desconfiei na hora! O que eu fiz? Fui à internet, na página do JN, no dia 8 de maio e vi que a informação inteira era mentirosa. Mas o que acontece? As pessoas lêem, têm preguiça de checar e acabam reproduzindo a mentira, que de tando ser repetida, vira uma verdade.

3 - A Amazônia nos livros de geografia nos Estados Unidos

Essa é outra falácia repetida à exaustão. Também por e-mail recebi umas dez mensagens que denunciavam um tal livro chamado Uma Introdução à Geografia, com ampla aceitação nas escolas americanas, Junior High School, escrito por um tal de David Norman. A denúncia destaca a página 76 do suposto livro onde se lê que a Amazônia é uma área de reserva internacional. O discurso, é claro, é panfletário e antiamericano. O livro existe? Não. Claro que é um mentira e aqui você confere mais essa falácia.

4 - "Esqueçam o que eu escrevi"

Talvez seja a mentira mais próspera da máquina petista de demolir reputações e espalhar inverdades. Nunca, mas nunca mesmo, o ex presidente Fernando Henrique escreveu ou disse tal asneira. Por que asneira? Porque seria uma tremenda contradição. FHC, no seu governo, foi coerente com o que sempre defendeu em seus trabalhos acadêmicos. Sempre que um sociólogo, professor ou jornalista, todos petralhas, pretendem ser irônicos ou engraçados, vêm com a tal: "esqueçam o que eu escrevi". O que espanta é que muitos que reproduzem essa frase não fazem de má fé, mas por ignorância mesmo.

Esses 4 exemplos que dei têm algo em comum: nascem nas fileiras esquedocínicas, contaminam gente de bem, mas que não checam as informações e, na ponta, chega ao pobre do aluno indefeso que tende a acreditar no que fala o seu professor. Infelizmente, nem todos os alunos tem um Zé Paulo como antídoto contra as mentiras criadas pela esquerdopatia e divulgada pela militância obediente ou indolente.

terça-feira, 22 de abril de 2008

A Era Napoleônica

Clique na imagem para ampliá-la.

Conforme foi dito em sala, eis o link para o texto sobre o Império Napoleônico. Uma vez na página, na coluna da esquerda você terá acesso a outros artigos. É só clicar, ok? Bom Trabalho e entreguem o exercício na próxima terça-feira, dia 29 de abril!

Aqui você tem acesso ao mapa que está na revista.

domingo, 20 de abril de 2008

Che, a farsa de um mito

Abaixo, dois textos publicados no blog Typhis Pernambucano no ano passado. Leiam, antes de assitir ao documentário sobre a VERDADEIRA história do médico Ernesto Guevara de la Serna. Consulte também este link para a matéria de Veja sobre os 40 anos da morte de Che Guevara.

23 Outubro, 2007

O porco fedorento é exaltado no senado.

Existem duas invenções da esquerda que abomino de maneira particular: o discurso politicamente correto e quase sempre farsante que eles defendem e a falta de argumentos quando atacam veículos e reputações que não comungam de suas crenças.

Hoje, no senado, numa sessão solene pedida pelo senador José Nery, do Psol, o que se ouviu foram discursos que mais achincalhavam a matéria de Veja sobre o porco fedorento do Che Guevara, do que discursos que exaltassem as "virtudes" - sob a ótica da esquerda, é claro - do mito inventado pelo esquerdismo bocó. Senadores e deputados ocuparam a tribuna e vociferaram palavras de ordem e apupos pueris contra a matéria. Fossem pessoas comuns, estariam naquela patota que foi fazer seu alto de fé em frente à editora abril. Espanta-me que nenhum senador, mesmo medianamente inteligente, não tenha se levantado, pedido um à parte e feito as seguintes perguntas: o que a Veja publicou é mentira? "Che" matou ou não aquelas pessoas? Escreveu ou não que estava sedento de sangue? Determinou ou não a morte de um adolescente que havia pichado palavras de ordem contra o outro facínora, Fidel Castro? Executou ou não um compaheiro que havia roubado um pedaço de pão para comer? Se os deputados e os senadores que fizeram a pantomima de homenagear um assassino frio, responderem essas perguntas, vão perceber que a Veja só publicou fatos, e contra os fato - vou usar um clichê - não há argumentos.

O site G1 registrou assim, trechos dos discursos dos idiotas de Senado e da Câmara:

O senador José Nery (PSOL-PA), que solicitou a sessão de homenagem, foi o primeiro a falar. Afirmou que a sessão serviu para "honrar a memória do comandante no momento em que setores reacionários da imprensa fizeram ataques contra sua história".
O deputado Ivan Valente (PSOL-SP) classificou a reportagem como uma "atrocidade à inteligência". "Muitos falaram sobre essa famigerada reportagem da revista 'Veja', que é de uma atrocidade à inteligência e que não foi nem levada em conta. Situo como mais um tiro no pé que a imprensa dá." Para o senador João Pedro (PT-AC), a "Veja" agiu com "estupidez". "É de uma estupidez o que a Revista 'Veja' fez. É um desrespeito porque é uma tentativa de desconstituir e desqualificar a luta da esquerda na América Latina e no Brasil. Não podemos concordar e temos que repudiar a postura da revista." A deputada Manuela D´ávila (PCdoB-RS) disse que a revista tentou "esvaziar" a imagem de Che. "Ele não é um ícone esvaziado. Nossa juventude reconhece em Guevara a rebeldia com causa, a luta por uma sociedade com justiça social. Haveria sentido em esvaziar alguém vazio de conteúdo. É evidente que não." Já o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) classificou a reportagem como "mal cheirosa". "A revista 'Veja' fez uma matéria meio mal cheirosa, destacando que aproveitaram da sua beleza física para torná-lo um ícone. Será que, para ser de esquerda, tem de ser feio, degenerado?"

Viram só? Nenhum falou que se tratava de uma mentira. Foram mais adjetivos que substantivos nas acusações contra a Veja. Reacionária, mal cheirosa, interesseira, estúpida, etc. Poderiam ter dito: mentirosa. Mas eles sabiam que não podiam acusar a Veja de mentir sobre "Che." O que incomoda essa gentinha é a verdade, eles não suportam a realidade. Outros acham um absurdo mexer na aura revolucionária de Che Guevara, que, segundo aquela deputada comunista, ainda é uma referência para a juventude. Só se for para a juventude que ela representa: a juventude bocó e desinformada.

Nem quando eu militava no ME (Movimento Estudantil) morria de amores por "Che." Sempre achei seu sonho muito sangrento para o meu gosto. Abomino Che, como abomino a suástica e a foice e o martelo. Tudo são símbolos do mal, exemplos do quanto o ser humano pode ser violento e cruel.

03 Dezembro, 2007

As coisas no seu devido lugar.


A imagem que ilustra o post se auto-explicaria não fossem nossos jovens doutrinados pelo pensamento canhestro de que criminoso de esquerda é, na verdade, um herói revolucionário. Se a verdade fosse mostrada - não falo aqui de versões ou interpretações, mas de fatos reconhecidos por todos os envolvidos, registrados em diários e tudo mais - os alunos entenderiam que o "porco fedorento" do Che Guevara não passou de uma assassino vil e sanguinário que em cartas a uma de suas mulheres escreveu que "estava sedento de sangue" à época da Revolução Cubana. Este homem torpe, tido como símbolo de uma junvetude, muitos nem mais tão jovens, inconformada e progressista, que só quer o bem de todos, foi o mesmo que mandou matar um adolescente de 15 anos por ter pichado dizeres contra a Revolução em Cuba e, fez isso, de modo particularmente cruel: diante dos apelos de uma mãe desesperada para que soltassem seu filho preso, el comandante determinou que o matassem logo para abreviar o sofrimento da mãe.

Estes dois exemplos são "fichinhas" diante de tantos outros, como a criação de um campo de concentração em Cuba, para punir e matar dissidentes. Mesmo assim, este facínora foi entronizado, chegando a ser comparado a Jesus Cristo, uma blasfêmia! A melhor comparação é a que está na ilustração acima. Che Guevara, pelas idéias totalitárias, pela morte de tanta gente, pelo prazer da violência, está muito mais próximo a Hitler. Se, com justificada razão, há motivos para termos ojeriza a Hitler, por que não a termos a "Che"? Por que ele é de esquerda? Ora, meus ingênuos. Quem mais produziu uma montanha de cádaveres ao longo da História foram justamente os líderes de esquerda, como lembrou o Reinaldo, desde Robespierre, passando por Lênin, Trótsky, Stálin, Mao, Pol Pot e outros.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

História da Grécia em cordel.


A Ilíada, tradicionalmente atribuída ao poeta Homero, um dório que viveu no século VIII a C, conta a famosa história da Guerra de Tróia, aquela em que o príncipe Páris rapta - numa das versões - a belíssima Helena, mulher do rei de Micenas, Menelau e que dá início a um dos mais conhecido conflitos bélicos da humanidade.

A Íliada tem muitas passagens ricas em simbolismos e, com certeza, com mais tempo, reproduzirei aqui algumas delas. Por hora, deixo a imagem do Cavalo de Tróia, um estratagema criado pelo grego Ulisses e que significou a ruína da cidade de Tróia, depois de um cerco de 10 anos.

Abaixo, um cordel de Otacílio Batista, musicado por Zé Ramalho e interpretado pela cantora Amelinha. Fiquem atentos à duas primeiras estrofes do cordel, pois tratam de eventos marcantes da história da Grécia Antiga.

Escutem a música acompanhando a letra.






Mulher nova, bonita e carinhosa

faz o homem gemer sem sentir dor

(Zé Ramalho e Otacílio Batista)

Numa luta de gregos e troianos
Por Helena, a mulher de Menelau
Conta a história de um cavalo de pau
Terminava uma guerra de dez anos
Menelau, o maior dos espartanos
Venceu Páris, o grande sedutor
Humilhando a família de Heitor
Em defesa da honra caprichosa
Mulher nova, bonita e carinhosa
Faz o homem gemer sem sentir dor

Aqui, temos uma clara referência à Guerra de Tróia e à sua causa fundamental: o rapto da bela Helena. Há também a afirmação de que as forças gregas, no final, derrotaram os troianos. O estratagema de Ulisses de "presentear" os troianos com um cavalo de madeira em homenagem ao deus Apolo, funcionou; quando os troianos abriram os portões de sua cidade e puseram o cavalo para dentro dos muros, mal sabiam eles que estavam abrindo os portões para o inimigo.


Alexandre figura desumana
Fundador da famosa Alexandria
Conquistava na Grécia e destruía
Quase toda a população Tebana
A beleza atrativa de Roxana
Dominava o maior conquistador
E depois de vencê-la, o vencedor
Entregou-se à pagã mais que formosa
Mulher nova bonita e carinhosa
Faz um homem gemer sem sentir dor

Essa estrofe trata do período helenístico, por volta do século IV a C, época em que Filipe II da Macedônia conquistou a Grécia Antiga. A estrofe faz uma referência direta à revolta que a cidade de Tebas fez contra o domínio macedônico, cujo rei, na época, era Alexandre, o Grande. Conta-se que Alexandre ordenara aos seus soldados que matassem todos os revoltosos mas preservassem os templos e as esculturas gregas. Sendo verdade essa história, é uma prova da admiração que Alexandre tinha pela cultura helênica.

A mulher tem na face dois brilhantes
Condutores fiéis do seu destino
Quem não ama o sorriso feminino
Desconhece a poesia de Cervantes
A bravura dos grandes navegantes
Enfrentando a procela em seu furor
Se não fosse a mulher mimosa flor
A história seria mentirosa
Mulher nova, bonita e carinhosa
Faz o homem gemer sem sentir dor

Virgulino Ferreira, o Lampião
Bandoleiro das selvas nordestinas
Sem temer a perigo nem ruínas
Foi o rei do cangaço no sertão
Mas um dia sentiu no coração
O feitiço atrativo do amor
A mulata da terra do condor
Dominava uma fera perigosa
Mulher nova, bonita e carinhosa
Faz o homem gemer sem sentir dor